Em mundo tão cheio de coisas
dominadas por Satanás, dizer que todos gostam do que você fala, “cristão”, é um
alerta de que seu cristianismo está falido.
“...o
que tem a Luz com as trevas?”(2Co 6:14); “...e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão
para se lançar fora...”(Mt 5:13) , eu me pergunto quantos membros
de igreja já leram e realmente levaram a sério o que Paulo e Mateus,
inspirados pelo Espírito Santo, disseram nessas passagens. Na verdade a
resposta é muito clara... Pouquíssimos!
Sabe, convivi um bom tempo com
crentes nas escolas e faculdade por onde passei e no trabalho, onde ainda
exerço atividades, e digo que diversas vezes me surpreendi com a dificuldade de
diferenciar cristãos de pagãos. Essas pessoas ,“luz” que deveria iluminar a
escuridão e mostrar o caminho, tem tanto a ver com as trevas...e o “sal” que
deveria temperar é tão sem gosto...Cristãos que não fazem nenhuma diferença
entre os perdidos...luz apagada! Sal insípido!
Esse tipo de cristão nunca vai
sofrer perseguições, tem tudo a ver com esse mundo e por isso o mundo os
aceita. Não são assim os cristãos de verdade,“...não sois do mundo, antes eu
vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia.”(Jô 15:19).
Servo de Deus que procura viver o
verdadeiro evangelho faz diferença em qualquer lugar, inclusive dentro dos
“clubes dos fariseus” (igrejas “mundanizadas”), incomodam e são perseguidos
dentro da própria “casa do Pai”...“Tenho-vos dito estas coisas para que não
vos escandalizeis. Expulsar-vos-ão das sinagogas; ainda mais, vem a hora em que
qualquer que vos matar julgará prestar um serviço a Deus.” (Jô
16:1-2).
Lembro-me do relato de John Wesley,
um dos maiores servos de Deus que já pisaram nessa terra. Certa vez ele disse
que estava passando uma semana muito tranqüila, nada tinha acontecido contra
ele, nenhuma agressão, injúria ou coisa parecida. Então ele começou a orar e
perguntar se o que estava pregando era realmente o que Deus queria que ele
pregasse, na mesma hora, um vizinho que o odiava lançou uma pedra que passou
raspando no seu nariz; ele olhou para o céu e agradeceu ao Pai pela
confirmação.
Não temos que adaptar a Palavra as
pessoas para elas gostem, não pregamos para sermos bem quistos, pregamos por
que funciona e cremos que a Palavra “é poder de Deus para a Salvação do homem”!
Essa é a postura do cristão de verdade (cristão perseguido)!
Nossos jovens compõem a juventude
com o maior potencial que já existiu. Temos acesso a informações privilegiadas
na internet: livros excelentes, sermões de grandes pregadores da atualidade e
do passado, a história dos grandes reformadores (as quais me inspiram de
mais!), e tantas outras coisas que podem fazer de nós todos, cristãos cheios do
conhecimento da palavra e conseqüentemente santificados e a partir da santidade
adquirirmos a Ira Santa, isso mesmo, a mesma ira que Moisés
sentiu quando desceu do Monte Sinai, depois de estar em contato com a santidade
do Santo dos Santos, e ver o bezerro de ouro que o povo obstinado tinha feito
para adorar.
O problema é que ao mesmo tempo que
essa juventude é a de maior potencial, lamentavelmente, é também a mais fraca,
carnal, sodomita, doente, suja, imoral, mentirosa, sem temor a Deus e
amante de todo tipo de pecado...que horrível! "Deus terá que pedir perdão
a Sodoma e Gomorra se não julgar esta geração"
Faço agora um clamor a cada um de
nós, oremos pra que Deus derrame sobre cada jovem “Ira Santa”, resultante do
contato com Sua infinita Santidade e fogo do Espírito Santo! Mas tem que ser o
mesmo fogo que aquecia Paulo e os discípulos, John Wesley, George Whitefield,
C. H. Spurgeon e os outros reformadores. Proclamemos
o evangelho verdadeiro que não se compromete com homens, mas com o Santo de
Israel! Então “...Vamos nós também para morrermos com Ele.” (Jo 11:16),
como exclamou o jovem Tomé, do qual as pessoas só lembram no momento
quando questionou a ressurreição de Jesus, dúvida gerada pelo zelo, em excesso,
de não ser enganado por falsos profetas e não pela descrença total nas
escrituras.
Vamos, pra sermos perseguidos!
Odiados! Injuriados! E quem sabe um dia Deus nos conceda a honra de morrermos
fazendo Sua Obra.
Quando eu digo que, no passado, pessoas se vendiam como
escravos para evangelizar os escravos, isso me faz lembrar o que Paulo disse:
“...“Fiz-me tudo
para com todos, a fim de por todos os modos salvar
alguns” (1 Co 9:22), será que isso não deveria
nos provocar, nos motivar?!
Somente
quando for gerado, em nossos corações, um amor que arda de verdade pelas almas
perdidas, e nos faça passar mal por saber que pessoas, aos milhares, têm ido
pro inferno a todo o momento passar a sua eternidade lá, almas eternas sofrendo
dores eternas, é que seremos perseguidos de verdade, faremos muitas vezes
“loucuras” para alcançar essas almas “...loucos por amor de Cristo...” (I Co
4:10). E isso se tornará um prazer. Você duvida?! É porque talvez nunca tenha
experimentado o evangelho radical dos apóstolos. Pedro e os apóstolos, após
serem açoitados, saíram "...regozijando-se, de terem sido julgados dignos
de padecer afronta pelo nome de Jesus." (At 5:41)...isso é ser crente de
verdade, crente perseguido!